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O nome do jogo: PREVENÇÃO!

Ao abordar o importante tema custo financeiro vs custo biológico em um outro artigo aqui no blog, já mencionei a importantíssima prevenção, elencando os principais benefícios que ela traz tanto ao paciente quanto ao profissional da saúde. Pois bem, a importância de um bom acompanhamento com cunho preventivo é tão importante que decidimos dedicar um artigo inteiro à ela!

Vamos começar pelo começo:

Imagine ao longo das próximas linhas um indivíduo imaginário: o João.

Enquanto criança, João, que passou sua infância pelo final dos anos 80, não teve um acompanhamento odontológico ideal, porém nem de longe passou pelo o que os seus pais passaram, em uma época em que, por falta de recursos, o último (e muita vezes único recurso) era a indicação de extração dos dentes para problemas hoje facilmente tratados no consultório odontológico. Com isso em vista, João chegou à vida adulta com uma saúde bucal boa. Conforme o tempo passou, porém, com a vida adulta, casado e fora de casa, com uma rotina de trabalho massante, João não manteve os retornos anuais ao cirurgião-dentista conforme o fazia sob a tutela dos pais. Muitos anos depois, ao comer pipoca com sua filha ja adolescente no cinema, João sente um forte impacto nos dentes postariores e, ao investigar com a língua, percebe que parte do dente fraturou! A dor vem logo em seguida, que o faz ligar para a sua mãe perguntando o número do dentista que o tratava anos atrás.

Na consulta de urgência, com sua filha esperando na recepção, o cirurgião-dentista, em uma conduta absolutamente exemplar, além de avaliar o dente fraturado também avalia toda a condição de saúde bucal. Resultado: 6 dentes extensivamente cariados, 2 deles com grande possibilidade de envolvimento endodôntico pela extensão da lesão, que também necessitarão de núcleo e coroas totais para a sua reabilitação; sessões de raspagem e polimento coronário para a remoção de tártaro sobre a superfície dentária; 5 restaurações do que chamamos de abfração, causadas, entre outros motivos, por apertamento; indicação para ortodontia e placa miorrelaxante. o dente fraturado, por sorte, necessitaria apenas de uma restauração comum em resina composta. Além disso, dois dentes que apresentavam extensa destruição coronária e haviam indicação de extração.

(Por favor, perdoem-me os termos técnicos!)

Resultado: “por causa de uma pipoca”, João se deparou com uma avaliação clínica que demandava um enorme dispêndio de recursos para a sua resolução, incluindo tempo para se dedicar às recomendações e cuidados prescritos pelo cirurgião-dentista.

____________

Novamente, peço desculpas pelos termos tecnicos, porém achei importante mostrar-lhes um pouco da história que sempre se repete em consultórios mundo afora.

Com isso, gostaria de convidá-los a juntarem-se à mim em um questionamento: Somando todo o custo financeiro que o João terá devido à todos esses anos de negligência que culminaram em tamanha necessidade terapêutica, e somando todas as sessões que ele poderia ter comparecido ao menos anualmente durante cerca de 10-12 anos que ele negligenciou, qual seria mais caro?

Percebam, por favor, que, por mais caro, eu quero dizer tanto biológicamente quanto financeiramente.

Apesar de, por motivos éticos, não poder tratar de valores aqui, posso garantir-lhes: em ambos, João perdeu ao não manter um acompanhamento adequado com seu cirurgião-dentista semestral ou anualmente. E este é o grande motivo pelo qual nós damos tanta imporância à prevenção. Biológicamente, João perdeu pelo fato de que enfermidades que poderiam ter sido diagnosticadas e tratadas com procedimentos mais simples e conservadores, acabaram progredindo para lesões mais graves, em um estágio de degradação muito maior. Ou seja, a resolução desses casos acaba implicando até mesmo em prognósticos piores e/ou mais invasivos.

E no que concerne o financeiro, muito provavelmente João também acabou com um custo muitas vezes maior do que se tivesse comparecido às consultas de acompanhamento/prevenção.

Dr… Ainda não estou convencido(a)!

Bem, se você é do tipo que precisa ver para crer, lá vai um dado importante:

Câncer bucal: no Brasil, atualmente são descobertos cerca de 14.000 casos anualmente, e desses, 4.000 entram em óbito devido à enfermidade. Você já pensou no quão mais simples seria se um cirurgião-dentista se deparasse com esses casos em estágio inicial e, a partir daí, associado à exames complementares, diagnosticar corretamente essa doença, encaminhando os pacientes para o profissional mais indicado? Quantas vidas poderiam ser salvas? Quantos  casos seriam solucionados com sequelas muito menores?

Concluindo, o acompanhamento odontológico é muito mais importante do que as vezes julgam. Não negligenciem o seu check-up com o dentista!

 

Alguma dúvida ou sugestão de tema? Entre em contato! Buscamos sempre trazer conteúdo de qualidade aqui no blog!

Felipe Peloggia

Cirurgião-dentista e sócio-fundador da INTEGRA Odonto SJC. Escreve sobre tudo o que envolve o dia a dia dentro e fora do consultório odontológico. Atua como clínico-geral, com ênfase em cirurgia, prótese e estética dentro da reabilitação oral.

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