Av. Dr. Adhemar de Barros, 566 - Sala 1008.

(12) 4102-0710

Ligue Agora

(12) 4102-0710

Horário de Funcionamento

Seg-Sex: 09:00-20:00 Sáb :09:00-18:00 Dom: 09:00-12:00

Agenda

O seu sorriso perfeito está à um clique de distância!

Ligue Agora

(12) 4102-0710

Horário de Funcionamento

Seg-Sex: 09:00-20:00 Sáb :09:00-18:00 Dom: 09:00-12:00

Agenda

O seu sorriso perfeito está à um clique de distância!

A introdução completa sobre o SISO!

Vamos falar sobre aquele dente que sempre insiste em lembrar que ele existe em fins de semana e feriados importantes!

Pois é: são nessas datas convenientes que acontecem os episódios de dor de dente envolvendo os dentes do siso (os terceiros molares), fazendo os telefones de muitas clínicas e consultórios odontológicos soarem as trombetas da urgência.

O fato é  que, na grande maioria dos casos, quando sentamos na cadeira e  avaliamos o caso, percebemos algo muito comum em nossa prática: essa urgência é nada mais do que a manifestação dolorosa de um problema que já existia há um bom tempo, e deveria ter sido diagnosticado e tratado preventivamente, antes de tornar-se uma situação de urgência.

E aí temos algumas alternativas do porquê desse tratamento não ter sido realizado, entre elas a mais comum: o dentista avisou lá atrás que os dentes do siso estavam mal posicionados, que isso resultaria em um acúmulo de placa extremamente difícil de ser higienizado pela posição e localização do elemento dentário, e o paciente, ciente de que não havia um senso de urgência muito grande, deixou para “depois”. Na grande maioria dos casos, esse “depois” acaba se tornando esse episódio de dor “inesperada” já previsto pelo cirurgião-dentista anos antes.

Partindo desse ponto, qual a conduta ideal?

Na grande maioria dos casos, principalmente em casos de maior complexidade, é necessário ao menos um exame radiográfico: a panorâmica. Esses exames nos fornecem informações imprescindíveis para o correto planejamento cirúrgico, onde conseguimos avaliar a posição do siso em relação aos dentes e estruturas nobres adjacentes, como o nervo alveolar inferior e o seio maxilar, por exemplo.

Com isso, podemos ter uma boa previsibilidade de como será o prognóstico do caso.

É de extrema importância ressaltar que qualquer procedimento cirúrgico é invasivo, e antes de realizarmos o mesmo é necessário avaliarmos se o benefício sobrepõe-se ao custo biológico envolvido no trans-operatório.

E como já explicado aqui, nós temos estruturas importantes que podem estar intimamente relacionadas com o terceiro molar. É importante que o paciente esteja ciente dos riscos envolvidos em cada procedimento a que será submetido, assim como das possíveis consequências caso ele opte por não realizar o procedimento.

É por esses motivos que, quando há indícios de que o terceiro molar ocupará uma posição desfavorável em boca, podendo levar ao fácil acúmulo de biofilme (placa), e de difícil higienização, nós já indicamos a extração do elemento. Outro fator importante que também levamos em consideração é a idade. Indivíduos com 18-21 anos de idade possuem uma capacidade regenerativa muito maior do que pacientes nos seus 50, o que significa que a morbidade acaba sendo menor.

Voltando ao caso do ideal: Bem, ideal seria todo mundo ter os sisos em sua posição correta e espaço suficiente de boca para ele. Como dificilmente trabalhamos dentro de cenários ideais, o principal é ouvir o seu dentista. E a negligência de indicações a priori apenas aumenta o potencial de dano que aquele caso pode causar. É, em sua maioria, transformar casos simples em casos complicados.

Ainda vamos abordar alguns pontos desse tema em outros artigos. Fique ligado!

Felipe Peloggia

Cirurgião-dentista e sócio-fundador da INTEGRA Odonto SJC. Escreve sobre tudo o que envolve o dia a dia dentro e fora do consultório odontológico. Atua como clínico-geral, com ênfase em cirurgia, prótese e estética dentro da reabilitação oral.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *