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ORTODONTIA! Como funciona, tipos de aparelho, expectativa

Vamos lá: ortodontia!

Nessa semana fizemos um compilado geral sobre a ortodontia e aparelhos dentários. Assuntos e dúvidas recorrentes que fazem parte da nossa prática diária foram pontuados nesse vídeo.

Como o vídeo ficou bem completo, convido a todos a assistirem.

Agora, em relação à ortodontia:

A grande diferença entre tratamentos antigos (quem realizou tratamento ortodôntico há alguns anos com certeza saberá) e o tratamento moderno praticado na maioria dos consultórios será o tipo de aparelho fixo. Antigamente o aparelho mais utilizado era, via de regra, o de borrachinha. Em questão de funcionamento, ele tem esse nome exatamente devido ao fato de que o que une o fio ortodôntico aos dentes é esse elástico que se abraça ao bracket.

Hoje em dia, trabalhamos com o aparelho autoligado. Ele proporcionou maior efetividade no mercado ortodôntico por dispensar o uso das borrachinhas. Nele, há uma chancelinha que atua de forma a fechar após a colocação do fio, prendendo-o no bracket. Com isso, nos livramos de alguns problemas pontuais no sistema antigo: a borrachinha perder a força elástica com o tempo (o que fazia com que a frequência necessária em consulta para a manutenção do tratamento ortodôntico tivesse de ser maior, para repor esses elásticos), e o atrito que essa borrachinha exercia sobre o fio, limitando a sua movimentação (o que é extremamente importante durante o tratamento.)

Voilá! Sendo assim, temos um sistema perfeito agora?

É claro que não. Na verdade, pelo o que a gente conhece de ortodontia, estamos chegando lá conforme o acesso a novos conhecimentos e tecnologias – principalmente de materiais – melhoram, mas há um pequeno detalhe que, infelizmente, não é tão fácil de aprimorar: o ser humano!

Não podemos esquecer que todo tratamento ortodôntico envolve:

  • O aparelho
    • Seja fixo ou móvel, envolvendo brackets + fio ortodoôntico
  • O dente
  • Os tecidos adjacentes ao dente! (Em especial, ligamento periodontal e o osso alveolar)

Ou seja, o aparelho está sempre sob constante evolução de acordo com o desenvolvimento tecnológico. O dente e os tecidos ao redor, já não partilham dessa evolução constante. Hoje, podemos dizer categoricamente: o que nos impede de realizar um tratamento ortodôntico com planejamento convencional de 2 anos em quatro, cinco meses, é justamente a parte fisiológica do tratamento, não do aparelho ou técnica utilizada!

Como então a movimentação funciona?

Bem, quando nós exercemos qualquer tipo de força sobre o dente de forma contínua, o que ocorre é que nós causamos uma área de pressão de um lado (o lado para qual estamos direcionando essa força) e acabamos causando uma espécie de tração do outro lado (o dente “traciona” as fibras do ligamento periodontal, que une ele ao osso). Bom, como isso tudo ocorre em um organismo vivo, o corpo responde:

  • Na área sofrendo a pressão (ou compressão dessas mesmas fibras, se preferir), o corpo entende como um sinal para reabsorver osso. Existem células ali no osso que “comem” osso;
  • Na área sofrendo a tração, ocorre o inverso. Esse estímulo leva a células no osso a criarem mais osso.

Dessa forma o dente, aos poucos, se movimenta!!

Qual o problema então?

O problema é que todo esse processo de remodelação óssea é na verdade nada mais do que um processo inflamatório que nós controlamos no decorrer do tratamento. E essa não é uma equação em que + força = – tempo. Caso queiramos exercer força em excesso, ao invés de um paciente feliz da vida com um tratamento curto, na verdade o que conseguiríamos é um paciente infeliz, sofrendo de dores intensas e uma perda óssea exacerbada.

Sim! Essa inflamação, em caso de forças excessivas, resulta em uma perda óssea generalizada. E não tem como fugirmos disso.

Tendo isso explicado, a gente repete o que sempre diz aqui: cuidado com a internet! Existem casos excepcionais de profissionais extremamente capacitados por aí, mas não devemos acreditar em tudo o que vemos. Equalizar um pouco a expectativa para um nível mais realista é imprescindível para o paciente e para o ortodontista. Não é para desanimar, hein! Apenas compreender que um tratamento sério necessita respeitar esses limites… Para o seu próprio bem!

Por hoje é só, gente. Agradeço a leitura e, como sempre, qualquer dúvida é só falar!

Estamos à disposição!

Felipe Peloggia

Cirurgião-dentista e sócio-fundador da INTEGRA Odonto SJC. Escreve sobre tudo o que envolve o dia a dia dentro e fora do consultório odontológico. Atua como clínico-geral, com ênfase em cirurgia, prótese e estética dentro da reabilitação oral.

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